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LEI COMPLEMENTAR Nº 1, 12 DE NOVEMBRO DE 1991
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Alterada
19/04/1993
Alterada pelo(a) Lei Ordinaria 831
Vinculada
01/06/2001
Vinculada pelo(a) Lei Complementar 4
 O Povo do Município de Candeias-MG, por seus representantes na Câmara Municipal, aprovou e eu, Prefeito Municipal , sanciono a seguinte Lei:
                                                           TÍTULO I
                                               CAPÍTULO ÚNICO
                                   Das Disposições Preliminares
 Art 1º - Esta Lei dispõe sobre o Estatuto dos Servidores Públicos da Administração Direta, das Autarquias, e das fundações públicas do Município de Candeias.

 Art 2º - Para os efeitos desta Lei, servidor é a pessoa legalmente investida em cargo público.

 Art 3º - Cargo público é o conjunto de atribuições e responsabilidades previstas na estrutura organizacional que devem ser cometidas a um servidor.
 Parágrafo único - Os cargos públicos, acessíveis a todos os brasileiros, são criados por lei, com denominação própria e vencimento pago pelos cofres públicos, para provimento em caráter efetivo ou em comissão.

 Art 4º - é proibida a prestação de serviços gratuitos, salvo os casos previstos em Lei.
                                                           TÍTULO II
                                   DO PROVIMENTO, VACÂNCIA, REMOÇÃO,    
                                   REDISTRIBUIÇÃO E SUBSTITUIÇÃO
 
                                                           CAPÍTULO I
                                               Do Provimento
                                                           SEÇÃO I
                                               Disposições Gerais
 Art 5º - São requisitos básicos para investidura em cargo público:
 I - a nacionalidade brasileira;    
 II- o gozo dos direitos políticos;          
 III - a quitação com as obrigações militares e eleitorais;
 IV - o nível de escolaridade exigido para o exercício do cargo;
 V - a idade mínima de dezoito anos;    
 VI - aptidão física e mental.
 Parágrafo 1º - As atribuições do cargo podem justificar a exigência de outros requisitos estabelecidos em lei.
 Parágrafo 2º - As pessoas portadoras de deficiência é assegurado o direito de se inscrever em concurso público para provimento de cargo cujas atribuições sejam compatíveis com a deficiência de que são portadoras; para tais pessoas serão reservadas até 20% (vinte por cento) das vagas oferecidas no concurso.
 
Art 6º- O provimento dos cargos públicos far-se-á mediante ato da autoridade competente de cada Poder.

 Art 7º - A investidura em cargo público ocorrerá com a posse.

 Art 8º - São formas de provimento de cargo público:
 I - nomeação:  
 II - promoção:  
 III - ascensão:  
 IV - transferência:        
 V - readaptação:          
 VI - aproveitamento;    
 VII - reintegração:        
 VIII - recondução.
                                                           SEÇÃO II
                                               Da Nomeação
 Art 9º - A nomeação far-se-á:
 I - Em caráter efetivo, quando se tratar de cargo isolado de provimento efetivo ou de carreira: 
 II - em comissão, para cargos de confiança, de livre exoneração.
 Parágrafo único - A designação por acesso, para função de direção, chefia e assessoramento, recairá, exclusivamente, em servidor de carreira, satisfeitos os requisitos de que trata o parágrafo único do art. 10.

 Art 10 - A nomeação para cargo de carreira ou cargo isolado de provimento efetivo depende de prévia habilitação em concurso público de provas ou de provas e títulos, obedecidos a ordem de classificação e o prazo de sua validade.
 Parágrafo único - Os demais requisitos para o ingresso e o desenvolvimento do servidor na carreira, mediante promoção, ascensão e acesso, serão estabelecidos pela lei que fixar as diretrizes do sistema de carreira na administração pública municipal e seus regulamentos.
                                               SEÇÃO III
                                   Do Concurso Público
 Art 11 - O concurso será de provas ou de provas e títulos, podendo ser realizado em duas etapas, conforme dispuserem regulamento do respectivo plano de carreia.

 Art 12 - O concurso público terá validade de até 2 (dois) anos, podendo ser prorrogado uma única vez, por igual período.
 Parágrafo 1º - o prazo de validade do concurso e as condições de sua realização serão fixados em edital, que será publicado no Diário Oficial e em jornal diário de grande circulação.
 Parágrafo 2º - Não se abrirá novo concurso enquanto houver candidato aprovado em concurso anterior com prazo de validade não expirado.
                                               SEÇÃO IV
                                   Da Posse e do Exercício
 Art 13 - A posse dar-se-á pela assinatura do respectivo termo, no qual deverão constar as atribuições, os deveres, as responsabilidades e os direitos inerentes aos cargos ocupados, que não poderão ser alterados unilateralmente, por qualquer das partes, ressalvados os atos de ofício previstos em lei.
 Parágrafo 1º - A posse ocorrerá no prazo de 30 (trinta) dias contados da publicação do ato de provimento, prorrogável por mais 30 (trinta) dias, a requerimento do interessado.
 Parágrafo 2º - Em se tratando de servidor em licença ou afastamento por qualquer outro motivo legal, o prazo será contado do término do impedimento.
 Parágrafo 3º - A posse poderá dar-se mediante procuração específica.
 Parágrafo 4º - Só haverá posse nos casos de provimento de cargo por nomeação, acesso e ascensão.
 Parágrafo 5º - No ato da posse, o servidor apresentará declaração de bens e valores que constituem seu patrimônio e declaração quanto ao exercício ou não de outro cargo, emprego ou função pública.
 Parágrafo 6º - Será tornado sem efeito o ato de provimento se a posse não ocorrer no prazo previsto no Parágrafo 1º deste artigo.

 Art 14 - A posse em cargo público dependerá de prévia inspeção médica oficial.
 Parágrafo único - Só poderá ser empossado aquele que for julgado apto física e mentalmente para o exercício do cargo.

 Art 15 - Exercício é o efetivo desempenho das atribuições do cargo.
 Parágrafo 1º - É de 30 (trinta) dias o prazo para o servidor entrar em exercício, contados da data da posse.
 Parágrafo 2º - Será exonerado o servidor empossado que não entrar em exercício no prazo previsto no parágrafo anterior.
 Parágrafo 3º - A autoridade competente do órgão ou entidade para onde for designado o servidor compete dar-lhe exercício.

 Art 16 - O início, a suspensão, a interrupção e o reinício do exercício serão registrados no assentamento individual do servidor.
 Parágrafo único - Ao entrar em exercício, o servidor apresentará ao órgão competente os elementos necessários ao seu assentamento individual.

 Art 17 - A promoção ou a ascensão não interrompem o o tempo de exercício, que é contado no novo posicionamento carreira a partir da data da publicação do ato que promover ou ascender o servidor.

 Art 18 - O servidor transferido, removido, redistribuído, requisitado ou cedido, que deva ter exercício em outra localidade, terá 30 (trinta) dias de prazo para entrar em exercício, incluído nesse prazo o tempo necessário ao deslocamento para a nova sede.
 Parágrafo único - Na hipótese de o servidor encontrar-se afastado legalmente, o prazo a que se refere este artigo será contado a partir do término do afastamento.
 Art 19 - O ocupante de cargo de provimento efetivo fica sujeito a 44 (quarenta e quatro) horas semanais de trabalho, salvo quando a lei estabelecer duração diversa.

 § 1º - Fica o Executivo autorizado a reduzir a jornada de trabalho desde que haja motivo justo e de interesse público local.
 § 2º - Além do cumprimento do estabelecido neste artigo, o exercício de cargo em comissão exigirá de seu ocupante integral dedicação ao serviço, podendo o servidor ser  convocado sempre que houver interesse da administração.

 Art 20 - Ao entrar em exercício, o servidor nomeado para cargo de provimento efetivo ficará sujeito a estágio probatório por período de 24 (vinte e quatro) meses, durante o qual a sua aptidão e capacidade serão objetos de avaliação para o desempenho do cargo, observados os seguintes fatores:
 I - assiduidade:
 II - disciplina:
 III - capacidade de iniciativa:
 IV - produtividade:
 V - responsabilidade.
 Parágrafo 1º - Quatro meses antes de findo o período do estágio probatório, será submetida à homologação da autoridade competente a avaliação do desempenho do servidor, realizada de acordo com o que dispuser a lei ou o regulamento de sistema de carreira, sem prejuízo da continuidade de apuração dos fatores enumerados nos incisos I a IV deste artigo.
 Parágrafo 2º - o servidor não aprovado no estágio probatório será exonerado ou, se estável, reconduzido ao cargo anteriormente ocupado, observado o disposto no parágrafo único do art. 29.
                                               SEÇÃO V
                                        Da Estabilidade
 Art 21 - O servidor habilitado em concurso público e empossado em cargo de provimento efetivo adquirirá estabilidade no serviço público ao completar 2 (dois) anos de efetivo exercício.

 Art 22 - O servidor só perderá o cargo em virtude de sentença judicial transitada em julgado ou de processo administrativo disciplinar no qual lhe seja assegurado ampla defesa.
                                               SEÇÃO VI
                                       Da Transferência
 Art 23 - Transferência é a passagem do servidor estável de cargo efetivo para outro de igual denominação pertencente a quadro de Pessoal diverso, de órgão ou instituição do mesmo Poder.
 Parágrafo 1º - A transferência ocorrerá de ofício ou a pedido do servidor, atendido o interesse do serviço, mediante o preenchimento de vaga.
 Parágrafo 2º - Será admitida a transferência de servidor ocupante de cargo de quadro em extinção para igual situação em quadro de outro órgão ou entidade.
                                               SEÇÃO VII
                                         Da Readaptação
 Art 24 - Readaptação é a investidura do servidor em cargo de atribuições e responsabilidades compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental verificada em inspeção médica.
 Parágrafo 1º - Se julgado incapaz para o serviço público, o readaptando será aposentado.
 Parágrafo 2º - A readaptação será efetivada em cargo de atribuições afins, respeitada a habilitação exigida.
                                               SEÇÃO VIII
                                         Da Reversão
 Art 25 - Reversão é o retorno à atividade de servidor aposentado por invalidez quando, por junta médica oficial, forem declarados insubsistentes os motivos da aposentadoria.

 Art 26 - A reversão far-se-á no mesmo cargo ou no cargo resultante de sua transformação.
 Parágrafo único - Encontrando-se provido o cargo, o servidor exercerá suas atribuições como excedente, até a ocorrência de vaga.

 Art 27 - Não poderá reverter o aposentado que já tiver completado 70 (setenta) anos de idade.
                                               SEÇÃO IX
                                       Da Reintegração
 Art 28 - A reintegração é a reinvestidura do servidor estável no cargo anteriormente ocupado, no cargo resultante de sua transformação, quando invalidada a sua demissão por decisão administrativa ou judicial, com ressarcimento de todas as vantagens.
 Parágrafo 1º - Na hipótese de o cargo ter sido extinto, o servidor ficará em disponibilidade, observado o disposto nos artigos 30 e 31.
 Parágrafo 2º - Encontrando-se provido o cargo, o seu eventual ocupante será reconduzido a cargo de origem, sem direito a indenização ou aproveitado em outro cargo, ou, ainda, posto em disponibilidade.
                                               SEÇÃO X
                                       Da Recondução
 Art 29 - Recondução é o retomo do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado e decorrerá de:
 I - inabilitação em estágio probatório relativo a outro cargo;
 II - reintegração do anterior ocupante.
 Parágrafo único - Encontrando-se provido o cargo de origem, o servidor será aproveitado em outro, observado o disposto no art. 30.
                                               SEÇÃO XI
                                   Da Disponibilidade e do Aproveitamento
 Art 30 - O retorno à atividade de servidor em disponibilidade far-se-á mediante aproveitamento obrigatório em cargo de atribuições e vencimento compatíveis com o anteriormente ocupado.

 Art 31 - O órgão de Pessoal determinará o imediato aproveitamento de servidor em disponibilidade em vaga que vier a ocorrer nos órgãos ou entidades da administração pública municipal.

 Art 32 - Será tornado sem efeito o aproveitamento e cassada a disponibilidade se o servidor não entrar em exercício no prazo legal, salvo doença comprovada por junta médica oficial.
                                                CAPÍTULO II
                                          Da Vacância
 Art 33 - A vacância do cargo público decorrerá de:
 I - exoneração;
 II - demissão;   
 III - promoção; 
 IV - ascenção; 
 V - transferência;         
 VI - readaptação;       
 VII - aposentadoria;    
 VIII - posse em outro cargo inacumulável;        
 IX - falecimento.

 Art 34 - A exoneração de cargo efetivo dar-se-á a pedido do servidor, ou de ofício.
 Parágrafo único - a exoneração de ofício dar-se-á:
 I - quando não satisfeitas as condições do estágio probatório:
 II - quando, tendo tomado posse, o servidor não entrar em exercício no prazo estabelecido.

 Art 35 - A exoneração de cargo em comissão dar-se-á:
 I - a juízo da autoridade competente;    
 II - a pedido do próprio servidor.
 Parágrafo único - O afastamento do servidor de função de direção, chefia e assessoramento dar-se-á:
 I - a pedido;     
 II - mediante dispensa, nos casos de:  
 a) promoção;   
 b) cumprimento de prazo exigido para rotatividade na função: 
 c) por falta de exação no exercício de suas atribuições, segundo o resultado do processo de avaliação, conforme estabelecido em lei e regulamento;   
 d) afastamento de que trata o art. 94.
                                               CAPÍTULO III
                                   Da Remoção e da Redistribuição
                                               SEÇÃO I
                                   Da Remoção
 Art 36 - Remoção é o deslocamento do servidor, a pedido ou de ofício, no âmbito do mesmo quadro, com ou sem mudança de sede.
 Parágrafo único - Dar-se-á a remoção, a pedido, para outra localidade, independentemente de vaga, para acompanhar cônjuge ou companheiro, ou por motivo de saúde do servidor , cônjuge, companheiro ou dependente, condicionada a comprovação por junta médica.
                                               SEÇÃO II
                                   Da Redistribuição
 Art 37 - Redistribuição é o deslocamento do servidor, com o respectivo cargo, para quadro de pessoal de outro órgão ou entidade do mesmo Poder, cujos planos de cargos e vencimentos sejam idênticos, observado sempre o interesse da administração.
 Parágrafo 1º - A redistribuição dar-se-á exclusivamente para ajustamento de quadros de pessoal às necessidades dos serviços, inclusive nos casos de reorganização, extinção ou criação de órgão ou entidade.
 Parágrafo 2º - Nos casos de extinção de órgão ou entidade, os servidores estáveis que não puderam ser redistribuídos, na forma deste artigo, serão colocados em disponibilidade, até seu aproveitamento na forma do art. 32.
                                               CAPÍTULO IV
                                       Da Redistribuição
 Art 38 - Os servidores investidos em função de direção ou chefia e os ocupantes de cargos em comissão terão substitutos indicados no regimento interno ou, no caso de omissão, previamente designados pelo Prefeito.
 Parágrafo 1º - O substituto assumirá automaticamente o exercício do cargo ou função de direção ou chefia nos afastamentos ou impedimentos regulamentares do titular.
 Parágrafo 2º - O substituto fará jus à gratificação pelo exercício da função de direção ou chefia, paga na proporção dos dias de efetiva substituição, observando-se quanto aos cargos em comissão o disposto no parágrafo 5º do art. 62.

 Art 39 - O disposto no artigo anterior aplica-se aos titulares de unidades administrativas organizadas em nível de assessoria.
                                               TÍTULO III
                                   DOS DIREITOS E VANTAGENS
                                               CAPÍTULO I
                                   Do Vencimento e da Remuneração
 Art 40 - Vencimento é a retribuição pecuniária pelo exercício de cargo público, com valor fixado em lei.
 Parágrafo único - Nenhum servidor receberá, a título de vencimento, importância inferior ao salário mínimo.

 Art 41 - Remuneração é o vencimento do cargo efetivo acrescido das vantagens pecuniárias permanentes estabelecidas em lei.
Parágrafo 1º - A remuneração do servidor investido em função ou cargo em comissão será paga na forma prevista no art. 62.
Parágrafo 2º - O servidor investido em cargo em comissão de órgão ou entidade diversas de lotação receberá a remuneração de acordo com o estabelecido no parágrafo 1º do art. 93.
 Parágrafo 3º - O vencimento do cargo efetivo, acrescido das vantagens de caráter permanente, é irredutível.
 Parágrafo 4º - É assegurada a isonomia de vencimentos para cargos de atribuições iguais ou assemelhados do mesmo Poder, ou entre servidores dos Poderes, ressalvadas as vantagens de caráter individual e as relativas à natureza ou ao local' de trabalho.

 Art 42 - Nenhum servidor poderá perceber, mensalmente, a título de remuneração, importância superior à soma dos valores percebidos como remuneração, em espécie, a qualquer título, pelo Prefeito.
 Parágrafo único - Excluem-se do teto de remuneração as vantagens previstas nos incisos II a VII do art. 61.

 Art 43 - A menor remuneração atribuída aos cargos de carreira não será inferior a 1/40 (um quarenta avos) do teto de remuneração fixado no artigo anterior.

 Art 44 - O servidor perderá:
 I - a remuneração dos dias em que faltar ao serviço;    
 II - a parcela de remuneração diária, proporcional aos atrasos, ausência e saídas antecipadas, iguais ou superiores a 60 (sessenta) minutos;     
 III - metade da remuneração, na hipótese prevista no parágrafo 2º - do art. 129.

 Art 45 - Salvo por imposição legal, ou mandado judicial nenhum desconto incidirá sobre a remuneração ou provento.
 Parágrafo único - Mediante autorização do servidor poderá haver consignação em folha de pagamento a favor de terceiros, a critério da administração e com reposição de custos, na forma definida em regulamento.

 Art 46 - As reposições e indenizações ao erário serão descontadas em parcelas mensais não excedentes à décima parte da remuneração ou provento, em valores atualizados.

 Art 47 - O servidor em débito com o erário, que for demitido, exonerado, ou que tiver a sua aposentadoria ou disponibilidade cassada, terá o prazo de 60 (sessenta) dias para quitar o débito.
 Parágrafo único - A não quitação do débito no prazo previsto implicará sua inscrição em dívida ativa.

 Art 48 - O vencimento, a remuneração e o provento não serão objeto de arresto, sequestro ou penhora, exceto nos casos de prestação de alimentos resultantes de decisão judicial.
                                               CAPÍTULO II
                                               Das Vantagens
 Art 49 - Além do vencimento, poderão ser pagas ao servidor as seguintes vantagens:
 I - indenização:
 II - gratificação:
 III - adicionais.
 Parágrafo 1º - As indenizações não se incorporam ao vencimento ou provento para qualquer efeito.
 Parágrafo 2º - As gratificações e os adicionais incorporam-se ao vencimento ou provento, nos casos e condições indicados em lei.

 Art 50 - As vantagens pecuniárias não serão computadas, nem acumuladas, para efeito de concessão de quaisquer outros acréscimos pecuniários ulteriores, sob o mesmo título ou idêntico fundamento.
                                               SEÇÃO I
                                   Das Indenizações
 Art 51 - Constituem indenizações ao servidor:
 I - ajuda de custo:        
 II - diárias:       
 III - transporte.

 Art 52 - Os valores de indenizações, assim como as condições para a sua concessão, serão estabelecidas em regulamento.
                                               SUBSEÇÃO I
                                   Da Ajuda de Custo
 Art 53 - A ajuda de custo destina-se a compensar às despesas de instalação do servidor que, no interesse do serviço, passar a ter exercício em nova sede, com mudança de domicílio em caráter permanente.
 Parágrafo 1º - Correm por conta da administração as despesas de transporte do servidor e de sua família, compreendendo passagem, bagagem e bens pessoais .
 Parágrafo 2º - À família do servidor que falecer na nova sede são assegurados ajuda de custo e transporte para a localidade de origem, dentro do prazo de 1 (um) ano, contado do óbito.

 Art 54 - A ajuda de custo é calculada sobre a remuneração do servidor, conforme se dispuser em regulamento, não podendo exceder a importância correspondente a 3 (três) meses.

 Art 55 - Não será concedida ajuda de custo ao servidor que se afastar do cargo, ou reassumi-lo, em virtude de mandato eletivo.

 Art 56 - Será concedida ajuda de custo àquele que , não sendo servidor do Município, for nomeado para cargo em comissão, com mudança de domicílio.
 Parágrafo único - No afastamento previsto no inciso I do art. 93, a ajuda de custo será paga pelo órgão cessionário, quando cabível.

 Art 57 - O servidor ficará obrigado a restituir a ajuda de custo quando, injustificadamente, não se apresentar na nova sede no prazo de 30 (trinta) dias.
                                               SUBSEÇÃO II
                                               Das Diárias
 Art 58 - O servidor que, a serviço, se afastar da sede em caráter eventual ou transitório, para outro ponto do território nacional, fará jus a passagem e diárias, para cobrir as despesas de pousada, alimentação e locomoção urbana.
 Parágrafo 1º - A diária será concedida por dia de afastamento, sendo devida pela metade quando o deslocamento não exigir pernoite fora da sede.
 Parágrafo 2º - Nos casos em que o deslocamento da se de constituir exigência permanente do cargo, o servidor não fará jus a diárias.

 Art 59 - O servidor que receber diárias e não se afastar da sede, por qualquer motivo, fica obrigado a restituí-las integralmente, no prazo de 5 (cinco) dias.
 Parágrafo único - Na hipótese de o servidor retomar à sede em prazo menor do que o previsto para o seu afastamento, restituirá as diárias recebidas em excesso, no prazo previsto no caput.
                                               SUBSEÇÃO III
                                   Da Indenização de Transporte
 Art 60- Conceder-se-á indenização de transporte ao servidor que realizar despesas com a utilização de meio próprio de locomoção para a execução de serviços externos, por força das atribuições próprias do cargo, conforme se dispuser em regulamento.
                                               SEÇÃO II
                                   Das Gratificações e Adicionais
 Art 61 - Além do vencimento e das vantagens previstas nesta Lei, serão deferidas aos servidores as seguintes gratificações e adicionais:
 I - gratificação pelo exercício de função de direção, chefia e assessoramento:
 II - gratificação natalina:           
 III - adicional por tempo de serviço:     
 IV - adicional pelo exercício de atividades insalubres, perigosas ou penosas:  
 V - adicional pela prestação de serviço extraordinário: 
 VI - adicional noturno:  
 VII - adicional de férias:           
 VIII - outros, relativos ao local ou à natureza do trabalho.
                                               SUBSEÇÃO I
                                   Da Gratificação pelo Exercício de Função de   
                                   Direção, Chefia ou Assessoramento
 Art 62- Ao servidor investido em função de direção, Chefia ou assessoramento é devida uma gratificação pelo seu exercício.
 Parágrafo 1º - Os percentuais de gratificação serão estabelecidos em lei, em ordem decrescente, a partir dos limites estabelecidos no art. 42.
 Parágrafo 2º - A gratificação prevista neste artigo, incorpora-se à remuneração do servidor e integra o provento da aposentadoria na proporção de 1/5 (um quinto) por ano de exercício na função de direção, chefia ou assessoramento, até o limite de 5 (cinco) quintos.
 Parágrafo 3º - Quando mais de uma função, houver sido desempenhada no período de um ano, a importância a ser incorporada terá como base de cálculo a função exercida por maior tempo.
 Parágrafo 4º - Ocorrendo o exercício de função de nível mais elevado, por período de 12 (doze) meses, após a incorporação da fração de 5/5 (cinco quintos), poderá haver a atualização progressiva das parcelas já incorporadas, observa do o disposto no parágrafo anterior.
 Parágrafo 5º - Lei específica estabelecerá a remuneração dos cargos era comissão de que trata o inciso II, do art. 9º, bem como os critérios de incorporação da vantagem prevista no parágrafo segundo, quando exercidos por servidor.
                                               SUBSEÇÃO II
                                       Da Gratificação Natalina
 Art 63 - A gratificação natalina corresponde a 1/12 (um doze avos) da remuneração a que o servidor fizer jus no mês de dezembro, por mês de exercício no respectivo ano.
 Parágrafo único - A fração igual ou superior a 15 (quinze) dias será considerada como mês integral.

 Art 64 - A gratificação será paga até o dia 20 (vinte) do mês de dezembro de cada ano.
 Parágrafo único - Juntamente com a remuneração de junho será paga, como adiantamento da gratificação natalina , metade da remuneração ou provento recebido no mês.

 Art 65 - O servidor exonerado perceberá sua gratificação natalina, proporcional aos meses de exercício, calculada sobre a remuneração do mês de exoneração.

 Art 66 - A gratificação natalina não será considerada para cálculo de qualquer vantagem pecuniária.
                                               SUBSEÇÃO III
                                   Do Adicional por Tempo de Serviço
 Art 67 - O adicional por tempo de serviço é devido, de duas formas: a razão de 3% e por 5%, por 3 e 5 anos de serviço público efetivo, incidente sobre o vencimento de que trata o art. 40.
 Parágrafo único - O servidor fará jus ao adicional a partir do mês em que completar o triênio e o quinquênio.
                                               SUBSEÇÃO IV
                                   Dos Adicionais de Insalubridade, Periculo-      
                                   sidade ou Atividade Penosa
 Art 68 - Os servidores que trabalham com habitualidade em locais insalubres ou em contato permanente com substâncias tóxicas, radioativas ou com risco de vida, fazem jus a um adicional sobre o vencimento do cargo efetivo.
 Parágrafo 1º - O servidor que fizer jus aos adicionais de insalubridade e de periculosidade deverá optar por um deles.
 Parágrafo 2º - O direito ao adicional de insalubridade ou periculosidade cessa com a eliminação das condições ou dos riscos que deram causa a sua concessão.

 Art 69 - Haverá permanente controle da atividade de servidores em operações ou locais considerados penosos, insalubres ou perigosos.
 Parágrafo único - A servidora gestante ou lactante será afastada, enquanto durar a gestação e a lactação, das operações e locais previstos neste artigo, exercendo suas atividades em local salubre e em serviço não penoso e não perigoso.

 Art 70 - Na concessão dos adicionais de atividades penosas, de insalubridade e de periculosidade serão observadas as situações estabelecidas em legislação específica.

 Art 71 - O adicional de atividade penosa será devido aos servidores em exercício em localidades cujas condições de vida o justifiquem, nos termos, condições e limites fixados em regulamento.

 Art 72 - Os locais de trabalho e os servidores que operam com Raios X ou substâncias radioativas serão mantidos sob controle permanente, de modo que as doses de radiação ionizante não ultrapasse o nível máximo previsto na legislação própria.
 Parágrafo único - Os servidores a que se refere este artigo serão submetidos a exames médicos a cada 6 (seis) meses.
                                               SUBSEÇÃO V
                                   Do Adicional Por Serviço Extraordinário
 Art 73 - O Serviço extraordinário será remunerado com acréscimo de 50% (cinquenta por cento) em relação a hora normal de trabalho.

 Art 74 - Somente será permitido serviço extraordinário para atender a situações excepcionais e temporárias, respeitado o limite máximo de 2 (duas) horas por jornada.
                                               SUBSEÇÃO VI
                                   Do Adicional Noturno
 Art 75 - O serviço noturno, prestado em horário compreendido entre 22 (vinte e duas) horas de um e 5 (cinco) horas do dia seguinte, terá o valor-hora acrescido de 25% (vinte e cinco por cento) computando-se cada hora como cinquenta e dois minutos e trinta segundos.
 Parágrafo único - Em se tratando de serviço extraordinário, o acréscimo de que trata este artigo incidirá sobre a remuneração prevista no art. 73.
                                               SUBSEÇÃO VII
                                   Do Adicional de Férias
 Art 76 - Independentemente de solicitação, será pago ao servidor, por ocasião das férias, um adicional correspondente a 1/3 (um terço) da remuneração do período das férias.
 Parágrafo único - No caso do servidor exercer função de direção, chefia e assessoramento, ou ocupar cargo em comissão, a respectiva vantagem será considerada no cálculo do adicional de que trata este artigo.
                                               CAPÍTULO III
                                            Das Férias
 Art 77 - O servidor fará jus a 30 (trinta) dias consecutivos de férias, que podem ser acumuladas, até o máximo de 2 (dois) períodos, no caso de necessidade do serviço, ressalvadas as hipóteses em que haja legislação específica.
 Parágrafo 1º - Para o primeiro período aquisitivo de férias serão exigidos 12 (doze) meses.
 Parágrafo 2º - é vedado levar a conta de férias qual quer falta ao serviço.

 Art 78 - O pagamento da remuneração das férias será efetuado até 2 (dois) dias antes do início do respectivo período, observando-se o disposto no parágrafo 1º deste artigo.
 Parágrafo 1º - É facultado ao servidor converter 1/3 (um terço) das férias em abono pecuniário, desde que o requeira com pelo menos 60 (sessenta) dias de antecedência.
Parágrafo 2º - No cálculo do abono pecuniário será considerado o valor do adicional de férias.

Art 79 - O servidor que opera direta e permanentemente com Raios X ou substância radioativa gozará 20 (vinte) dias consecutivos de férias, por semestre de atividade profissional, proibida em qualquer hipótese a acumulação.
Parágrafo único - O servidor referido neste artigo não fará jus ao abono pecuniário de que trata o artigo anterior.

Art 80 - As férias somente poderão ser interrompidas por motivo de calamidade pública, comoção interna, convocação para júri, serviço militar ou eleitoral ou por motivo de superior interesse público.

CAPÍTULO IV
Das Licenças
SEÇÃO I
Disposições Gerais
 
Art 81 - Conceder-se-á ao servidor licença:
I - por motivo de doença em pessoa da família:
II - por motivo de afastamento do cônjuge ou companheiro:
III - para o serviço militar:
IV - para atividade política:
V - prêmio por assiduidade:
VI - para tratar de interesse particulares:
VII - para desempenho de mandato classista.
 
Parágrafo 1º - A licença prevista no inciso I será precedida de exame por médico ou junta médica oficial.
Parágrafo 2º - O servidor não poderá permanecer em licença da mesma espécie por período superior a 24 (vinte e quatro) meses, salvo nos casos dos incisos II, III, IV e VII.
Parágrafo 3º - É vedado o exercício de atividade remunerada durante o período da licença prevista no inciso I deste artigo.

Art 82 - A licença concedida dentro de 60 (sessenta) dias do término de outra da mesma espécie será considerada como prorrogação.

SEÇÃO II
Da Licença por Motivo de Doença em Pessoa da Família

Art 83 - Poderá ser concedida licença ao servidor por motivo de doença do cônjuge ou companheiro, padrasto ou madrasta, ascendente, descendente, enteado e colateral consanguíneo ou afim, até o segundo grau civil, mediante comprovação por junta médica oficial.
Parágrafo 1º - A licença somente será deferida se a assistência direta do servidor for indispensável e não puder ser prestada simultaneamente com o exercício do cargo.
Parágrafo 2º - A licença será concedida sem prejuízo da remuneração do cargo efetivo, até 90 (noventa) dias, podendo ser prorrogada por até 90 (noventa) dias, mediante parecer de junta médica, e, excedendo estes prazos, sem remuneração.
 
SEÇÃO III
Da Licença por motivo de Afastamento do Cônjuge 

Art 84 - Poderá ser concedida licença ao servidor para acompanhar cônjuge ou companheiro que foi deslocado para outro ponto do território nacional, para o exterior ou para o exercício de mandato eletivo dos Poderes Executivo e Legislativo.
Parágrafo 1º - A licença será por prazo indeterminado e sem remuneração.
Parágrafo 2º - Na hipótese do deslocamento de que trata este artigo, o servidor poderá ser lotado, provisoriamente, em repartição da Administração Municipal direta, atividade compatível com o seu cargo.

SEÇÃO IV
Da Licença para o Serviço Militar
 
Art 85 - Ao servidor convocado para o serviço militar será concedida licença, na forma e condições previstas na legislação específica.
Parágrafo único - Concluído o serviço militar, o servidor terá até 30 (trinta) dias sem remuneração para reassumir o exercício do cargo.

SEÇÃO V
Da Licença para Atividade Política
 
Art 86 - O servidor terá direito a licença, sem remuneração, durante o período que mediar entre a sua escolha em convenção partidária, como candidato a cargo eletivo, e a véspera do registro de sua candidatura perante a Justiça Eleitoral.
 Parágrafo 1º- O servidor candidato a cargo eletivo na localidade onde desempenha suas funções e que exerça cargo de direção, chefia, assessoramento, arrecadação ou fiscalização, dele será afastado, a partir do dia imediato ao do registro de sua candidatura perante a Justiça Eleitoral, até o 15º (décimo quinto) dia seguinte ao do pleito.
Parágrafo 2º - A partir do registro da candidatura e 15º (décimo quinto) dia seguinte ao da eleição, o servidor fará jus à licença como se em efetivo exercício estivesse com a remuneração de que trata o art. 41.

SEÇÃO VI
Da Licença-Prêmio por Assiduidade
 
Art 87 - Após cada quinquênio ininterrupto de exercício, o servidor fará jus a 3 (três) meses de licença, a título de prêmio por assiduidade, com a remuneração do cargo efetivo.
Parágrafo 1º - É facultado ao servidor fracionar a licença de que trata este artigo em até 3 (três) parcelas , ou convertê-las em pecúnia.
Parágrafo 2º - Os períodos de licença-prêmio já adquiridos e não gozados pelo servidor que vier a falecer, serão convertidos em pecúnio, em favor de seus beneficiários da pensão.

Art 88 - Não se concederá licença-prêmio ao servidor que, no período aquisitivo:
I - sofrer penalidade disciplinar de suspensão:
II - afastar-se do cargo em virtude de:
a) licença por motivo de doença em pessoa da família sem remuneração:
b) licença para tratar de interesse particulares;
c) condenação a pena privativa de liberdade por sentença definitiva:
d) afastamento para acompanhar cônjuge ou companheiro.
Parágrafo único - As faltas injustificadas ao serviço retardarão a concessão da licença prevista neste artigo, na proporção de 1 (um) mês para cada falta.

Art 89 - O número de servidores em gozo simultâneo de licença-prêmio não poderá ser superior a 1/3 (um terço) da lotação da respectiva unidade administrativa do órgão ou entidade.

Art 90 - Para efeito de aposentadoria, será contado em dobro o termo de licença-prêmio que o servidor não houver gozado ou convertido em pecúnia.

SEÇÃO VII
Da Licença para Tratar de Interesses Particulares
 
Art 91 - A critério da administração, poderá ser concedida ao servidor estável licença para trato de assuntos particulares, pelo prazo de até 2 (dois) anos consecutivos sem remuneração.
Parágrafo 1º - A licença poderá ser interrompida, a qualquer tempo, a pedido do servidor ou no interesse do serviço.
Parágrafo 2º - Não se concederá nova licença antes de decorridos 2 (dois) anos do término da anterior.
 Parágrafo 3º - Não se concederá a licença a servidores nomeados, removidos, redistribuídos ou transferidos, antes de completarem 2 (dois) anos de exercício.

SEÇÃO VIII
Da Licença para o Desempenho Mandato Classista
 
Art 92 - É assegurado ao servidor o direito a licença para o desempenho de mandato em confederação, federação , associação de classe de âmbito nacional, sindicato representativo da categoria ou entidade fiscalizadora da profissão com a remuneração do cargo efetivo, observado o disposto no art. 100, inciso VIII, alínea C.
Parágrafo 1º - Somente poderão ser licenciados servidores eleitos para cargos de direção ou representação nas referidas entidades, até o máximo de 3 (três) por entidade.
Parágrafo 2º - A licença terá duração igual à do mandato, podendo ser prorrogado, no caso de reeleição, e por uma única vez.

CAPÍTULO V
Dos Afastamentos

SEÇÃO I
Do Afastamento para Servir a Outro Órgão Ou Entidade
 
Art 93 - O servidor poderá ser cedido para ter exercício em outro órgão ou entidade do Município, nas seguintes hipóteses:
I - para exercício de cargo em comissão ou função de confiança
II - em casos previstos em leis específicas.
Parágrafo 1º - Na hipótese do inciso I deste artigo, o ônus da remuneração será do órgão ou entidade cessionária.
Parágrafo 2º - A cessão far-se-á mediante portaria publicada no Diário Oficial.
Parágrafo 3º - Mediante autorização expressa do Prefeito, o servidor do Poder Executivo poderá ter exercício em outro órgão da Administração Municipal que não tenha quadro próprio de pessoal, para fins determinados e a prazo certo.
SEÇÃO II
Do Afastamento para Exercício do Mandato Eletivo
 
Art 94 - Ao servidor investido em mandato eletivo aplicam-se as seguintes disposições:
I - tratando-se de mandato federal, estadual ou distrital, ficará afastado do cargo;
II - investido no mandato de Prefeito, será afastado do cargo, sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração.
III - investido no mandato de vereador.
a) havendo compatibilidade de horário, perceberá as vantagens de seu cargo, sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo;
b) não havendo compatibilidade de horário, será afastado do cargo, sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração.
Parágrafo 1º - No caso de afastamento do cargo, o servidor contribuirá para a seguridade social, como se em exercício estivesse.
Parágrafo 2º - O servidor investido em mandato eletivo ou classista não poderá ser removido ou redistribuído de ofício para localidade diversa daquela onde exerce o mandato.

SEÇÃO III
Do Afastamento para Estudo ou Missão no Exterior
 
Art 95 - O servidor não poderá ausentar-se do País, para estudo ou missão oficial, sem autorização do Prefeito e do Presidente do Poder Legislativo.
Parágrafo 1º - A ausência não excederá a 4 (quatro ) anos, e finda a missão ou estudo, somente decorrido igual período, será permitido nova ausência.
Parágrafo 2º - Ao servidor beneficiado pelo disposto neste artigo não será concedido exoneração ou licença para tratar de interesse particular antes de decorrido período igual ao do afastamento, ressalvada a hipótese de ressarcimento da despesa havida com o seu afastamento.
CAPÍTULO VI
Das Concessões
 
Art 96 - Sem qualquer prejuízo, poderá o servidor ausentar-se do serviço:
I - por 1 (um) dia, para doação de sangue:
II - por 2 (dois) dias, para se alistar como eleitor:
III - por 8 (oito) dias consecutivos em razão de:
a) casamento:
b) falecimento do cônjuge, companheiro, pais, madrasta ou padrasto, filhos, enteados, menor sob guarda ou tutela e irmãos.

Art 97 - Será concedido horário especial ao servidor estudante, quando comprovada a incompatibilidade entre o horário escolar e do da repartição, sem prejuízo do exercício do cargo.
Parágrafo único - Para efeito do disposto neste artigo, será exigida a compensação de horário na repartição, respeitada a duração semanal do trabalho.

CAPÍTULO VII
Do Tempo de Serviço

Art 98 - É contado para todos os efeitos o tempo de serviço público municipal, inclusive o prestado às forças armadas.

Art 99 - A apuração de tempo de serviço será feita em dias, que serão convertidos em anos, considerado o ano como de trezentos e sessenta e cinco dias.
Parágrafo único - Feita a conversão, os dias restantes, até cento e oitenta e dois, não serão computados, arredondando-se para um ano quando excederem este número, para efeito de aposentadoria.

Art 100 - Além das ausências ao serviço previstas são considerados como de efetivo exercício os afastamentos em virtude de:
I - férias;
II - exercício de cargo em comissão ou equivalente, em órgão ou entidade dos Poderes da União, dos Estados, Municípios e Distrito Federal;
III - exercício de cargo ou função de governo ou administração, em qualquer parte do território nacional, por decisão do Prefeito Municipal;
IV - participação em programa de treinamento regularmente instituído;
V - desempenho de mandato eletivo federal, estadual, municipal ou do Distrito Federal, exceto para promoção por merecimento;
VI - júri e outros serviços obrigatórios por lei;
 VII - missão ou estudo no exterior, quando autorizado o afastamento;
VIII - licença:
a) à gestante, à adotante e à paternidade;
b) para tratamento da própria saúde, até 2 (dois)  anos;
c) para o desempenho de mandato classista, exceto para efeito de promoção  por merecimento.
d) por motivo de acidente em serviço ou doença profissional;
e) prêmio por assiduidade;
f) por convocação para o serviço militar;
IX - deslocamento para a nova sede de que trata o art 18
X - participação em competência desportiva nacional ou convocação para integrar representação nacional, no País ou no exterior, conforme disposto em lei específica.

Art 101 – Contar-se-á apenas para efeito de aposentadoria e disponibilidade:
I - o tempo de serviço público prestado á União aos Estados, Municípios e Distrito Federal;
II - a licença para tratamento de saúde da pessoa da família do servidor, com remuneração:
III - a licença para atividade política, no caso do art. 86, parágrafo 2º;
IV - o tempo correspondente ao desempenho de mandato' eletivo federal, estadual, municipal ou distrital, anterior’ ao ingresso no serviço público municipal local:
V - o tempo de serviço em atividade privada, vinculada à Previdência Social:
VI - o tempo de serviço relativo a tiro de guerra.
Parágrafo 1º - O tempo em que o servidor esteve aposentado será contado apenas para nova aposentadoria.
Parágrafo 2º - Será contado em dobro o tempo de serviço prestado às Forças Armadas em operação de guerra.
Parágrafo 3º - É vedado a contagem cumulativa de tempo de serviço prestado concomitantemente em mais de um cargo ou função de órgão ou entidade dos Poderes da União, Estados, Distrito Federal e Município, autarquia, fundação política.
CAPÍTULO VIII
Do Direito de Petição
 
Art 102 - á assegurado ao servidor o direito de requerer aos Poderes Públicos, em defesa de direito ou interesse legítimo.

Art 103 - O requerimento será dirigido à autoridade competente para decidi-lo e encaminhado por intermédio daquela a que estiver imediatamente subordinado o requerente.

Art 104 - Cabe pedido de reconsideração à autoridade de que houver expedido o ato ou proferido a primeira decisão, não podendo ser renovado.
Parágrafo único - O requerimento e o pedido de reconsideração de que tratam os artigos anteriores deverão ser ' despachados no prazo de 5 (cinco) dias e decididos dentro de 30 (trinta) dias.


 Art 105 - Caberá recurso:
 I - do indeferimento do pedido de reconsideração;      
 II - das decisões sobre os recursos sucessivamente interpostos.
 Parágrafo 1º - o recurso será dirigido à autoridade imediatamente superior à que tiver expedido o ato ou proferido a decisão, e, sucessivamente, em escala ascendente, às demais autoridades.
 Parágrafo 2º - O recurso será encaminhado por intermédio da autoridade a que estiver imediatamente subordinado o requerente.

 Art 106 - O prazo para interposição de pedido de reconsideração ou de recurso é de 30 (trinta) dias, a contar da publicação ou da ciência, pelo interessado, da decisão recorrida.

 Art 107 - O recurso poderá ser recebido com efeito suspensivo, a juízo da autoridade competente.
 Parágrafo único - Em caso de provimento do pedido de reconsideração ou do recurso, os efeitos da decisão retroagirão à data do ato impugnado.

 Art 108 - O direito de requerer prescreve:
 I - em 5 (cinco) anos, quanto aos atos de demissão e de cassação de aposentadoria ou disponibilidade, ou que afetem interesse patrimonial e crédito resultante das relações de trabalho;
 II - em 120 (cento e vinte) dias, no demais casos, salve quando outro prazo for fixado em lei.
 Parágrafo único - O prazo de prescrição será contado da data da publicação do ato impugnado ou da data da ciência pelo interessado, quando o ato não for publicado.

 Art 109 - O pedido de reconsideração e o recurso quando cabíveis, interrompe a prescrição.

 Art 110 - A prescrição é de ordem pública, não podendo ser relevada pela administração.

 Art 111 - Para o exercício do direito de petição, é assegurado vista do processo ou documento, na repartição, ao servidor ou a procurador por ele constituído.

 Art 112 - A Administração deverá rever seus atos, a qualquer tempo, quando eivados de ilegalidade.

 Art 113 - são fatais e improrrogáveis os prazos estabelecidos neste capítulo, salvo motivo de força maior.
                                               TÍTULO IV
                                   DO REGIME DISCIPLINAR
                                               CAPÍTULO I
                                   Dos Deveres
 Art 114 - são deveres do servidor:
 I - exercer com zelo e dedicação as atribuições do cargo:        
 II - ser leal às instituições a que servir: 
 III - observar as normas legais e regulamentares:          
 IV - cumprir as ordens superiores, exceto quando manifestamente ilegais:       
 V - atender com presteza:
 a) ao público em geral, prestando as informações requeridas, ressalvadas as protegidas por sigilo;
 b) à expedição de certidões requeridas para defesa de direito ou esclarecimento de situações de interesse pessoal;
 c) às requisições para a defesa da Fazenda Pública;
 VI - levar ao conhecimento da autoridade superior as irregularidades de que tiver ciência em razão do cargo;
 VII - zelar pela economia do material e a conservação do patrimônio público;
 VIII - guardar sigilo sobre assunto da repartição;
 IX - manter conduta compatível com a moralidade administrativa;
 X - ser assíduo e pontual ao serviço;
 XI - tratar com urbanidade as pessoas;
 XII - representar contra ilegalidade, omissão ou abuso do poder.
 Parágrafo único - A representação de que trata o inciso XII será encaminhada pela via hierárquica e apreciada pela autoridade superior àquela contra a qual é formulada as segurando-se ao representado ampla defesa.
                                               CAPÍTULO II
                                   Das Proibições
 Art 115 - Ao servidor é proibido:
 I - ausentar-se do serviço durante o expediente sem prévia autorização do chefe imediato;
 II - retirar, sem prévia anuência da autoridade competente, qualquer documento ou objeto da repartição;
 III - recusar fé a documentos públicos;
 IV - opor resistência injustificada ao andamento de documentos e processo ou execução de serviço;
 V - promover manifestação de apreço ou desapreço no recinto da repartição;
 VI - cometer a pessoa estranha à repartição, fora dos casos previstos em lei, o desempenho de atribuições que seja de sua responsabilidade ou de seu subordinado:
 VII - coagir ou aliciar subordinados no sentido de filiarem-se a associação profissional ou sindical, ou a partido político;
 VIII - manter sob sua chefia imediata, em cargo ou função de confiança, cônjuge, companheiro ou parente até o segundo grau civil;
 IX - valer-se do cargo para lograr proveito pessoal de outrem, em detrimento da dignidade da função pública;
 X - participar de gerência ou administração de empresa privada, de sociedade civil, ou exercer o comércio exceto na qualidade de acionista, cotista ou comandatário;
 XI - atuar, como procurador ou intermediário, junto a repartições públicas, salvo quando se tratar de benefícios previdenciários ou assistência de parentes até o segundo grau, e de cônjuge ou companheiro;
 XII - receber propina, comissão, presente ou vantagens de qualquer espécie, em razão de suas atribuições;
 XIII - aceitar comissão, emprego ou pensão de estado estrangeiro;
 XIV - praticar usura sob qualquer de suas formas;
 XV - proceder de forma desidiosa;
 XVI - utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em serviços ou atividades particulares;
 XVII - cometer a outro servidor atribuições estranhas ao cargo que ocupa, exceto em situações de emergência e transitórias;
 XVIII - exercer quaisquer atividades que sejam incompatíveis com o exercício do cargo ou função e com o horário de trabalho.
                                               CAPÍTULO III
                                   Da Acumulação
 Art 116 - Ressalvados os casos previstos na Constituição, é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos.
 Parágrafo 1º - A proibição de acumular estende-se a cargos, empregos e funções em autarquias, fundações públicas, empresas públicas, sociedades de economia mista do Município, dos Estados e da União.
 Parágrafo 2º - A acumulação de cargos, ainda que lícita, fica condicionada à comprovação da compatibilidade de horários.
 Art 117 - o servidor não poderá exercer mais de um cargo em comissão, nem ser remunerado pela participação em órgão de deliberação coletiva.
 Art 118  - O servidor vinculado ao regime desta Lei, que acumular licitamente 2 (dois) cargos efetivos, quando investido em cargo de provimento em comissão, ficará afastado de ambos os cargos efetivos.
                                               CAPÍTULO IV
                                   Das Responsabilidades
 Art 119 - O servidor responde civil, penas e administrativamente pelo exercício irregular de suas atribuições.

 Art 120 - A responsabilidade civil decorre de ato omissivo ou comissivo, doloso ou culposo, que resulte em prejuízo ao erário ou a terceiros.
 Parágrafo 1º - A indenização de prejuízo dolosamente causado ao erário somente será liquidada na forma prevista no art. 46, na falta de outros bens que assegurem a execução do débito pela via judicial.
 Parágrafo 2º - Tratando-se de dano causado a terceiros, responderá o servidor perante a Fazenda Pública, em ação regressiva.
 Parágrafo 3º - A obrigação de reparar o dano estende-se aos sucessores e contra eles será executada, até o limite do valor da herança recebida.

 Art 121 - A responsabilidade penal abrange os crimes e contravenções imputadas ao servidor, nessa qualidade.

 Art 122 - A responsabilidade civil-administrativa resulta de ato omissivo ou comissivo praticado no desempenho do cargo ou função.

 Art 123 - As sanções civis, penais e administrativas poderão cumular-se, sendo independentes entre si.

 Art 124 - A responsabilidade administrativa do servidor será afastada no caso de absolvição criminal que negue a existência do fato ou sua autoria.
                                               CAPÍTULO V 
                                     Das Penalidades
 Art 125 - são penalidades disciplinares:
 I - advertência;
 II - suspensão:
 III - demissão;
 IV - cassação de aposentadoria ou disponibilidade;
 V - destituição de cargo em comissão;
 VI - destituição de função comissionada.

 Art 126 - Na aplicação das penalidades serão consideradas a natureza e a gravidade da infração cometida, os danos que dela provierem para o serviço público, as circunstâncias agravantes ou atenuantes e os antecedentes funcionais.

 Art 127 - A advertência será aplicada por escrito, nos casos de violação de proibição constante do art. 115, inciso I a VIII e de inobservância de dever funcional, previsto em lei, regulamentação ou normas internas, que não justifiquem imposição de penalidades mais grave.

 Art 128 - A suspensão será aplicada em caso de reincidência das faltas punidas com advertência e de violação das demais proibições que não tipifiquem infração sujeita a penalidade de demissão, não podendo exceder de 90 (noventa dias).
 Parágrafo 1º - Será punido com suspensão de até 15 (quinze) dias o servidor que, injustificadamente, recusar-se a ser submetido a inspeção médica determinada pela autoridade competente, cessando os efeitos da penalidade uma vez comprida a determinação.
 Parágrafo 2º - Quando houver conveniência para o serviço, a penalidade de suspensão poderá ser convertida em multa, na base de 50% (cinquenta por cento) por dia de vencimento ou remuneração, ficando o servidor obrigado a permanecer em serviço.

 Art 129 - As penalidades de advertência e de suspensão terão seus registros cancelados, após o decurso de 3 (três) e 5 (cinco) anos de efetivo exercício, respectivamente, se o servidor não houver, neste período, praticado nova infração disciplinar.
 Parágrafo único - O cancelamento da penalidade não surtirá efeitos retroativos.

 Art 130 - A demissão será aplicada nos seguintes casos:
 I - crime contra a administração pública;
 II - abandono de cargo;
 III - inassiduidade habitual;
 IV - improbidade administrativa;
 V - incontinência pública e conduta escandalosa, na repartição, embriaguez habitual;
 VI - insubordinação grave em serviço;
 VII - ofensa física, em serviço, a servidor ou particular, salvo em legítima defesa própria ou de outrem;
 VIII - aplicação irregular de dinheiro público;
 IX - revelação de segredo do qual se apropriou em razão do cargo:
 X - lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio nacional;
 XI - corrupção;
 XII - acumulação ilegal de cargos, empregos ou funções públicas;
 XIII - transgressão dos incisos IX e XVI do art. 115.

 Art 131 - Verificada em processo disciplinar acumulação probidade e aprovada a boa-fé, o servidor optará por um dos cargos.
 Parágrafo 1º - Provada a má-fé, perderá também o cargo que exercia há mais tempo e restituirá o que tiver percebido indevidamente.
 Parágrafo 2º - Na hipótese do parágrafo anterior, sendo um dos cargos, emprego ou função exercido em outro órgão ou entidade, a demissão lhe será comunicada.

 Art 132 - Será cassada a aposentadoria ou a disponibilidade do inativo que houver praticado, na atividade, falta punível com a demissão.

 Art 133 - A destituição de cargo em comissão exercido por não ocupante de cargo efetivo será aplicada nos casos de infração sujeita às penalidades de suspensão e de demissão.
 Parágrafo único - Constatada a hipótese de que trata este artigo, a exoneração efetuada nos termos do art. 35 será convertida em destituição de cargo em comissão.

 Art 134 - A demissão ou a destituição de cargo em comissão, nos casos dos incisos IV, VIII, X e XI do art. 130, implica a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, sem prejuízo da ação cabível.

 Art 135 - A demissão, ou a destituição de cargo em comissão por infringência do art. 115, incisos IX e XI incompatibiliza o ex-servidor para nova investidura em cargo público municipal, pelo prazo de 5 (cinco) anos.
 Parágrafo único - Não poderá retomar ao serviço público municipal o servidor que for demitido ou destituído do cargo em comissão por infringência do art. 130 incisos I, IV, VIII, X e XI.

 Art 136 - Configura abandono de cargo a ausência intencional do servidor ao serviço por mais de trinta dias consecutivos.

 Art 137 - Entende-se por inassiduidade habitual a falta ao serviço, sem causa justificada, por sessenta dias interpoladamente, durante o período de quatro meses.

 Art 138 - o ato de imposição da penalidade mencionará sempre o fundamento legal e a causa da sanção disciplinar.

 Art 139 - As penalidades disciplinares serão aplicadas:
 I - pelo Prefeito, pelo Presidente da Câmara e pelo Procurador Geral, quando se tratar de demissão e cassação de aposentadoria ou disponibilidade de servidor vinculado ao respectivo poder, órgão ou entidade;
 II - pelas autoridades administrativas de hierarquia imediatamente inferior àquelas mencionadas no inciso anterior quando se tratar de suspensão superior a 30 (trinta) dias;
 III - pelo chefe da repartição e outras autoridades na forma dos respectivos regimentos ou regulamentos, nos casos de advertência ou de suspensão de até 30 (trinta) dias;
 IV - pela autoridade que houver feito a nomeação, quando se tratar de destituição de cargo em comissão.

 Art 140 - A ação disciplinar prescreverá:
 I - em 5 (cinco) anos, quanto às infrações puníveis com demissão, cassação de aposentadoria ou disponibilidade e destituição de cargo em comissão;
 II - em 2 (dois) anos, quanto à suspensão;
 III - em 180 (cento e oitenta) dias, quanto à advertência.
 Parágrafo 1º - O prazo de prescrição começa a correr da data em que o fato se tornou conhecido.
 Parágrafo 2º - Os prazos de prescrição previstos na lei penal aplicam-se às infrações disciplinares capituladas também como crime.
 Parágrafo 3º - A abertura de sindicância ou a instauração de processo disciplinar interrompe a prescrição, até a decisão final proferida por autoridade competente.
 Parágrafo 4º - Interrompido o curso da prescrição o prazo começará a correr a partir do dia em que cessar a interrupção.
                                                TÍTULO V
                                   DO PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR
                                                CAPÍTULO I
                                   Disposições Gerais
 Art 141 - A autoridade que tiver ciência de irregularidade no serviço público é obrigada a promover a sua apuração imediata, mediante sindicância ou processo administrativo disciplinar, assegurada ao acusado ampla defesa.

 Art 142 - As denúncias sobre irregularidades serão objeto de apuração, desde que contenham a identificação e o endereço do denunciante e sejam formuladas por escrito, confirmada a autenticidade.
 Parágrafo único - Quando o fato narrado não configurar evidente infração disciplinar ou ilícito penal, a denúncia será arquivada, por falta de objeto.

 Art 143 - Da sindicância poderá resultar:
 I - arquivamento do processo;
 II - aplicação de penalidades de advertência ou suspensão de até 30 (trinta) dias:
 III - instauração de processo disciplinar.
 Parágrafo único - O prazo para conclusão da sindicância não excederá 30 (trinta) dias, podendo ser prorrogado por igual período, a critério do Prefeito ou da autoridade competente.

 Art 144 - Sempre que o ilícito praticado pelo servidor ensejar a imposição de penalidade de suspensão por mais de 30 (trinta) dias, de demissão, cassação de aposentadoria ou disponibilidade ou destituição de cargo de chefia, será obrigatório a instauração de processo disciplinar.
                                               CAPÍTULO II
                                   Do Afastamento Preventivo
 Art 145 - Como medida cautelar e a fim de que o servidor não venha a influir na apuração da irregularidade a autoridade instauradora do processo disciplinar poderá deter minar o seu afastamento do exercício do cargo, pelo prazo de até 60 (sessenta) dias, sem prejuízo da remuneração.
 Parágrafo único - O afastamento poderá ser prorrogado por igual prazo, findo o qual cessarão os seus efeitos ainda que não concluído o processo.
                                               CAPÍTULO III
                                   Do Processo Disciplinar
 Art 146 - O processo disciplinar é o instrumento destinado a apurar responsabilidade de servidor por infração praticada no exercício de suas atribuições, ou que tenha relação com as atribuições do cargo em que se encontre investido.

 Art 147 - O processo disciplinar será conduzido por comissão composta de 3 (três) servidores estáveis designados pela autoridade competente que indicará, dentre eles, o seu presidente.
 Parágrafo 1º - A comissão terá como secretário servidor designado pelo seu presidente, podendo a indicação recair em um de seus membros.
 Parágrafo 2º - Não poderá participar de comissão de sindicância ou de inquérito, cônjuge, companheiro ou parente do acusado, consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral até o terceiro grau.

 Art 148 - A comissão exercerá suas atividades com independência e   imparcialidade, assegurado o sigilo necessário à elucidação do fato ou exigido pelo interesse da administração.
 Parágrafo único - As reuniões e as audiências das comissões terão caráter reservado.

 Art 149 - O processo disciplinar se desenvolve nas seguintes fases:
 I - instauração, com a publicação do ato que constituir a comissão;
 II - inquérito administrativo, que compreende instrução, defesa e relatório;
 III - julgamento.

 Art 150 - O prazo para a conclusão do processo disciplinar não excederá 60 (sessenta) dias, contados da data de publicação do ato que constituir a comissão, admitida a sua prorrogação por igual prazo, quando as circunstâncias o exigirem.
 Parágrafo 1º - Sempre que necessário, a comissão dedicará tempo integral aos seus trabalhos, ficando seus membros dispensados do ponto, até a entrega do relatório final.
 Parágrafo 2º - As reuniões da comissão serão registradas em atas que deverão detalhar as deliberações adotadas.
                                               SEÇÃO I
                                      Do Inquérito
 Art 151 - o inquérito administrativo obedecerá ao princípio do contraditório, assegurado ao acusado ampla defesa, com a utilização dos meios e recursos admitidos em direito.

 Art 152 - Os autos da sindicância integrarão o processo disciplinar, como peça informativa da instrução.
 Parágrafo único - Na hipótese de o relatório da sindicância concluir que a infração está capitulada como ilícito penal, a autoridade competente encaminhará cópia dos autos ao Ministério Público, independentemente da imediata instauração do processo disciplinar.

 Art 153 - Na fase do inquérito, a comissão promoverá a tomada de depoimentos, acareações, investigações e diligências cabíveis, objetivando a coleta de prova, recorrendo, quando necessário, a técnicos e peritos, de modo a permitir a completa elucidação dos fatos.

 Art 154 - É assegurado ao servidor o direito de acompanhar o processo pessoalmente ou por intermédio de procurador, arrolar e reinquirir testemunhas, produzir provas e contraprovas e formular quesitos, quando se tratar de prova pericial.
 Parágrafo 1º - O presidente da comissão poderá denegar pedidos considerados impertinentes, meramente protelatórios, ou de nenhum interesse para o esclarecimento dos fatos.
 Parágrafo 2º - será indeferido o pedido de prova pericial, quando a comprovação do fato independer de conhecimento especial de perito.

 Art 155 - As testemunhas serão intimadas a depor mediante mandado expedi do pelo presidente da comissão, devendo a segunda via, com o ciente do interessado, ser anexada aos autos.
 Parágrafo único - Se a testemunha for servidor público, a expedição do manda do será imediatamente comunicada ao chefe da repartição onde serve, com a indicação do dia e hora marcados para inquirição.

 Art 156 - O depoimento será prestado oralmente e reduzido a termo, não sendo lícito à testemunha trazê-lo por escrito.
 Parágrafo 1º - As testemunhas serão inquiridas separadamente.
 Parágrafo 2º - Na hipótese de depoimentos contraditórios ou que se infirmem, proceder-se-á à acareação entre os depoentes.

 Art 157 - Concluída a inquirição das testemunhas, a comissão promoverá o interrogatório do acusado, observados os procedimentos previstos nos arts. 155 e 156.
 Parágrafo 1º - No caso de mais de um acusado, cada um deles será ouvido separadamente, e sempre que divergirem em suas declarações sobre fatos ou circunstâncias, será promovida a acareação entre eles.
 Parágrafo 2º - O procurador do acusado poderá assistir ao interrogatório, bem como à inquirição das testemunhas, sendo-lhes vedado interferir nas perguntas e respostas, facultando-se-lhe, porém, reinquiri-las, por intermédio do presidente da comissão.

 Art 158 - Quando houver dúvida sobre a sanidade mental do acusado, a comissão proporá a autoridade competente que ele seja submetido a exame por junta médica oficial, da qual participe pelo menos um médico psiquiatra.
 Parágrafo único - O incidente de sanidade mental será processado em auto apartado e apenso ao processo principal, após a expedição do laudo pericial.

 Art 159 - Tipificada a infração disciplinar, será formulada a indicação do servidor, com a especificação dos fatos a ele imputados e das respectivas provas.
 Parágrafo 1º - O indiciado será citado por mandado expedido pelo presidente da comissão para apresentar defesa escrita, no prazo de 10 (dez) dias, assegurando-se-lhe vista do processo na repartição.
 Parágrafo 2º - Havendo dois ou mais indiciados, o prazo será comum e de 20 (vinte) dias.
 Parágrafo 3º - O prazo de defesa poderá ser prorrogado pelo dobro, para diligências reputadas indispensáveis.
 Parágrafo 4º - No caso de recusa do indiciado em apor o ciente na cópia da citação, o prazo para defesa contar-se-á da data declarada, em termo próprio, pelo membro da comissão que fez a citação, com a assinatura de 2 (duas) testemunhas.

 Art 160 - O indiciado que mudar de residência fica obrigado a comunicar à comissão o lugar onde poderá ser encontrado.

 Art 161 - Achando-se o indiciado em lugar incerto e não sabido, será citado por edital, publicado em jornal de grande circulação na localidade do último domicílio conhecido, para apresentar defesa.
 Parágrafo único - Na hipótese deste artigo, o prazo para defesa será de 15 (quinze) dias a partir da última publicação do edital.

 Art 162 - Considerar-se-á revel o indiciado que, regularmente citado, não apresentar defesa no prazo legal.
 Parágrafo 1º - A revelia será declarada, por termo, nos autos do processo e devolverá o prazo para a defesa.
 Parágrafo 2º - Para defender o indiciado revel, a autoridade instauradora do processo designará um servidor como defensor dativo, ocupante de cargo de nível igual ou superior ao do indiciado.

 Art 163 - Apreciada a defesa, a comissão elaborará relatório minucioso, onde resumirá as peças principais dos autos e mencionará as provas em que se baseou para formar a sua convicção.
 Parágrafo 1º - O relatório será sempre conclusivo quanto à inocência ou à responsabilidade do servidor.
 Parágrafo 2º - Reconhecida a responsabilidade do servidor, a comissão indicará o dispositivo legal ou regulamentar transgredido, bem como as circunstâncias agravantes ou atenuantes.

 Art 164 - O processo disciplinar, com o relatório da comissão, será remetido à autoridade que determinou a sua instauração, para julgamento.
                                           SEÇÃO II
                                   Do Julgamento
 Art 165 - No prazo de 20 (vinte dias, contados do recebimento do processo, a autoridade julgadora proferirá a sua decisão.
 Parágrafo 1º - Se a penalidade a ser aplicada exceder a alçada da autoridade instauradora do processo, este será encaminhado à autoridade competente, que decidirá em igual prazo.
 Parágrafo 2º - Havendo mais de um indiciado e diversidade de sanções, o julgamento caberá á autoridade competente para a imposição da pena mais grave.
 Parágrafo 3º - Se a penalidade prevista for a demissão ou cassação de aposentadoria ou disponibilidade, o julgamento caberá às autoridades de que trata o inciso I do art. 139.

 Art 166 - O julgamento acatará o relatório da comissão, salvo quando contrário às provas dos autos.
 Parágrafo único - Quando o relatório da comissão contrariar as provas dos autos, a autoridade julgadora poderá, motivadamente, agravar a penalidade proposta, abrandá-la ou isentar o servidor de responsabilidade.

 Art 167 - Verificada a existência de vício insanável, a autoridade julgadora declarará a nulidade total ou parcial do processo e ordenará a constituição de outra comissão, para instauração de novo processo.
 Parágrafo 1º - O julgamento fora do prazo legal não implica nulidade do processo.
 Parágrafo 2º - A autoridade julgadora que der causa à prescrição de que trata o art. 140, parágrafo 2º, será responsabilizada na forma do Capítulo IV do Título IV.

 Art 168 - Extinta a punibilidade pela prescrição, a autoridade julgadora determinará o registro do fato no assentamentos individuais do servidor.
 
Art 169 - Quando a infração estiver capitulada como crime, o processo disciplinar será remetido ao Ministério Público para instauração de ação penal, ficando trasladado na repartição.

 Art 170 - O servidor que responder a processo disciplinar só poderá ser exonerado a pedido, ou aposentado voluntariamente, após a conclusão do processo e o cumprimento da penalidade acaso aplicada.
 Parágrafo único - Ocorrida a exoneração de que trata o parágrafo único, inciso I do art. 34, o ato será convertido em demissão, se for o caso.

 Art 171 - Serão assegurados transporte e diárias:
 I - ao servidor convocado para prestar depoimento fora da sede de sua repartição, na condição de testemunha, denunciado ou indiciado.
 II - aos membros da comissão e ao secretário, quando obrigados a se deslocarem da sede dos trabalhos para a realização de missão essencial ao esclarecimento dos fatos.
                                               SEÇÃO III
                                   Da Revisão do Processo
 Art 172 - o processo disciplinar poderá ser revisto, a qualquer tempo, a pedido ou de ofício , quando se aduzirem fatos novos ou circunstâncias suscetíveis de justificar a inocência do punido ou a inadequação da penalidade aplicada.
 Parágrafo 1º - Em caso de falecimento, ausência ou desaparecimento do servidor, qualquer pessoa da família poderá requerer a revisão do processo.
 Parágrafo 2º - No caso de incapacidade mental do servidor, a revisão será requerida pelo respectivo curador.

 Art 173 - No processo revisional, o ônus da prova cabe ao requerente.           

 Art 174 - A simples alegação de injustiça da penalidade não constitui  funda mento para a revisão, que requer elementos novos, ainda não apreciados no processo originário.

 Art 175 - O requerimento de revisão do processo será dirigido ao Prefeito ou Presidente da Câmara que, se autorizar a revisão, encaminhará o pedido ao dirigente do órgão ou entidade onde originou o processo disciplinar.
 Parágrafo único - Deferida a petição, a autoridade competente providenciará a constituição de comissão, na forma do art. 147.

 Art 176 - A revisão correrá em apenso ao processo originário.
 Parágrafo único - Na petição inicial, o requerente pedirá dia e hora para a produção de provas e inquirição das testemunhas que arrolar.

 Art 177 - A comissão revisora terá 60 (sessenta) dias para a conclusão dos trabalhos.

 Art 178 - Aplicam-se aos trabalhos da comissão revisora, no que couber, as normas e procedimentos próprios da comissão do processo disciplinar.

 Art 179 - O julgamento caberá à autoridade que aplicou a penalidade, nos termos do art. 139.
 Parágrafo único - O prazo para julgamento será de 20 (vinte) dias, contados do recebimento do processo, no curso do qual a autoridade julgadora poderá determinar diligências.

 Art 180 - Julgada procedente a revisão, será declarada sem efeito a penalidade aplicada, restabelecendo-se todos os direitos do servidor, exceto em relação à destituição de cargo em comissão, que será convertida em exoneração.
 Parágrafo único - Da revisão do processo não poderá resultar agravamento de penalidade.
                                               TÍTULO VI
                                   DA SEGURIDADE SOCIAL DO SERVIDOR
                                               CAPÍTULO I
                                   Disposições Gerais
 Art 181 - O Município manterá Plano de Seguridade Social para o  servidor e sua família.
 Art 182 - O Plano de Seguridade Social visa a dar cobertura aos riscos a que estão sujeitos o servidor e sua família, e compreende um conjunto de benefícios e ações que atendam às seguintes finalidades:
 I - garantir meios de subsistência nos eventos de doença, invalidez, velhice, acidente em serviço, inatividade, falecimento e reclusão;
 II - proteção à maternidade, à adoção e à paternidade;
 III - assistência à saúde.
 Parágrafo único - Os benefícios serão concedidos nos termos e condições definidos em lei e regulamento, observadas as disposições desta Lei.

 Art 183 - os benefícios do Plano de Seguridade Social do servidor compreende:   
 I - quanto ao servidor:
 a) aposentadoria;
 b) auxílio-natalidade;
 c) abono família;
 d) licença para tratamento de saúde;
 e) licença à gestante, à adotante e licença-paternidade;
 f) licença por acidente em serviço;
 g) assistência à saúde;
 h) garantia de condições individuais e ambientais de trabalho satisfatório.
 II - quanto ao dependente:
 a) pensão vitalícia e temporária;
 b) auxílio-funeral;
 c) auxílio-reclusão;
 d) assistência à saúde.
 Parágrafo 1º - As aposentadorias e pensões serão concedidas e mantidas pelos órgãos ou entidades aos quais se encontram vinculados os servidores, observado o disposto nos arts. 188 e 222.
 Parágrafo 2º - o recebimento indevido de benefício havido por fraude, dolo ou má fé, implicará devolução ao erário do total auferido, sem prejuízo da ação penal cabível.
                                               CAPÍTULO II
                                   Dos Benefícios
                                               SEÇÃO I
                                   Da Aposentadoria
 Art 184 - O servidor será aposentado:
 I - por invalidez permanente, sendo os proventos integrais quando decorrentes de acidente em serviço, moléstia profissional ou doença grave, contagiosa ou incurável, especificada em lei, e proporcional nos demais casos;
 II - compulsoriamente, aos setenta anos de idade, com proventos proporcionais ao tempo de serviço;
 III - voluntariamente:
 a) aos 35 (trinta e cinco) anos de serviço, se homem e 30 (trinta) se mulher, com proventos integrais;
 b) aos 30 (trinta) anos de efetivo exercício em funções de magistério, se professor, e 25 (vinte e cinco) se professora, com proventos integrais;
 c) aos 30 (trinta) anos de serviço, se homem, e aos 25 (vinte e cinco) se mulher, com proventos proporcionais a esse tempo;
 d) aos 65 (sessenta e cinco) anos de idade, se homem e aos 60 (sessenta) se mulher, com proventos proporcionais ao tempo de serviço.
 Parágrafo 1º - Consideram-se doenças graves, contagiosas ou incuráveis, a que se refere o inciso I deste artigo, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira posterior ao ingresso no serviço público, hanseníase, cardiopatia grave, doença de parkinson, paralisia irreversível e incapacitante, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, estados avançados do mal de Paget (osteíte deformante), Síndrome de Imunodeficiência Adquirida AIDS e outras que a lei indicar, com base na medicina especializa da.
 Parágrafo 2º - Nos casos de exercício de atividades consideradas insalubres ou perigosas, bem como nas hipóteses previstas no art. 71, a aposentadoria de que trata o inciso III, “a" e "c", observará o disposto em Lei específica.

 Art 185 - A aposentadoria compulsória será automática, e declarada por ato, com vigência a partir do dia imediato àquele em que o servidor atingir a idade-limite de permanência no serviço ativo.

 Art 186 - A aposentadoria voluntária ou por invalidez vigorará a partir da data da publicação do respectivo ato.
 Parágrafo 1º - A aposentadoria por invalidez será precedida de licença para tratamento de saúde, por período não excedente a 24 (vinte e quatro) meses.
 Parágrafo 2º - Expirado o período de licença e não estando em condições de reassumir o cargo ou de ser readaptado, o servidor será aposentado.
 Parágrafo 3º - O lapso de tempo compreendido entre o término da licença e a publicação do ato da aposentadoria será considerado como de prorrogação da licença.

 Art 187 - O provento da aposentadoria será calculado com observância do disposto no parágrafo 3º do art. 41, e revisto na mesma data e proporção, sempre que se modificar a remuneração dos servidores em atividade.
 Parágrafo único - são estendidos aos inativos quaisquer benefícios ou vantagens posteriormente concedidas aos servidores em atividade, inclusive quando decorrentes de transformação ou reclassificação do cargo ou função em que se deu a aposentadoria.

 Art 188 - O servidor aposentado com provento proporcional ao tempo de serviço, se acometido de qualquer das moléstias especificadas no art. 184, parágrafo 1º, passará a perceber provento integral.

 Art 189 - Quando proporcional ao tempo de serviço, o provento não será inferior a 1/3 (um terço) da remuneração da atividade.

 Art 190- O servidor que contar tempo de serviço para aposentadoria com pro vento integral será aposentado:
 I - com a remuneração do padrão da classe imediatamente superior àquela em que se encontra posicionado;
 II - quando ocupante da última classe da carreira, com a remuneração do padrão correspondente, acrescida da diferença entre esse e o padrão da classe imediatamente anterior.

 Art 191 - O servidor que tiver exercido função de direção, chefia, assessoramento, assistência ou cargo em comissão, por período de 5 (cinco) anos consecutivos, ou 10 (dez) anos interpolados, poderá aposentar-se com a gratificação da função ou remuneração do cargo em comissão de maior valor desde que exercido por um período mínimo de 2 (dois) anos.
 Parágrafo 1º - Quando o exercício da função ou cargo em comissão de maior valor não corresponder ao período de 2 (dois) anos será incorporada a gratificação ou remuneração da função ou cargo em comissão imediatamente inferior dentre os exercidos.
 Parágrafo 2º - A aplicação do disposto neste artigo exclui as vantagens previstas no art. 190 bem como a incorporação de que trata o art. 62, ressalvados o direito de opção.

 Art 192 - Ao servidor aposentado será paga a gratificação natalina, até o dia vinte do mês de dezembro, em valor equivalente ao respectivo provento, deduzido o adiantamento recebido.

 Art 193 - Ao ex-combatente que tenha efetivamente participado de operações bélicas, durante a Segunda Guerra Mundial, nos termos da Lei nº 5.315, de 12 de Setembro de 1967, será concedida aposentadoria com provento integral, aos 25 (vinte e cinco) anos de serviço efetivo.
                                               SEÇÃO II
                                   Do Auxílio-Natalidade
 Art 194 - O auxílio-natalidade é devido à servidora por motivo de nascimento de filho, em quantia equivalente ao menor vencimento do serviço público, inclusive no caso de natimorto.
 Parágrafo 1º - Na hipótese de parto múltiplo, o valor será acrescido de 50% (cinquenta por cento), por nascituro.
 Parágrafo 2º - O auxílio será pago ao cônjuge ou companheiro servidor público, quando a parturiente não for servidora.
                                               SEÇÃO III
                                   Do Abono-Família
 Art 195 - O abono-família é devido ao servidor ativo ou ao inativo, por dependente econômico.
 Parágrafo único - Consideram-se dependentes econômicos para efeito de percepção do abono-família:
 I - o cônjuge ou companheiro e os filhos, inclusive os enteados até 21 (vinte e um) anos de idade ou, se estudante, até 24 (vinte e quatro) anos ou, se inválido, de qualquer idade;
 II - o menor de 21 (vinte e um) anos que, mediante autorização judicial, viver na companhia e à expensas do servidor, ou do inativo;
 III - a mãe e o pai sem economia própria.

 Art 196 - Não se configura a dependência econômica quando o beneficiário do abono-família perceber rendimento do trabalho ou de qualquer outra fonte, inclusive pensão ou provento da aposentadoria, em valor igual ou superior ao salário mínimo.

 Art 197 - Quando pai e mãe for eu servidores públicos e viverem em comum, o abono-família será pago a um deles: quando separados, será pago a um e outro, de acordo com a distribuição dos dependentes.
 Parágrafo único - Ao pai e à mãe equiparam-se o padrasto e, na falta destes, os representantes legais dos incapazes.

 Art 198 - O abono-família não está sujeito a qualquer tributo, nem servirá de base para qualquer contribuição, inclusive para a Previdência Social.

 Art 199 - O afastamento do cargo efetivo, sem remuneração, não acarreta a suspensão do pagamento do abono-família.
                                               SEÇÃO IV
                                   Da Licença para Tratamento de Saúde.
 Art 200 - Será concedida ao servidor licença para tratamento de saúde, a pedido ou de ofício, com base em perícia médica, sem prejuízo da remuneração a que fizer jus.

 Art 201 - Para licença até (trinta) dias, a inspeção será feita por médico do setor de assistência do órgão de pessoal e, se por prazo superior, por junta médica oficial.
 Parágrafo 1º - Sempre que necessário, a inspeção médica será realizada na residência do servidor ou no estabelecimento hospitalar onde se encontrar internado.
 Parágrafo 2º - Inexistindo médico ou entidade no local onde se encontra o servidor, será aceito atestado passado por médico particular.
 Parágrafo 3º - No caso do parágrafo anterior, o atestado só produzirá efeito depois de homologado pelo setor médico do respectivo órgão ou entidade.
 
Art 202 - Findo o prazo da licença, o servidor será submetido a nova inspeção médica, que concluirá pela volta ao serviço, pela prorrogação da licença ou pela aposentadoria.

 Art 203 - O atestado e o laudo da junta médica não se referirão ao nome ou natureza da doença, salvo quando se tratar de lesões produzidas por acidente em serviço, doença profissional ou qualquer das doenças especificadas no art. 186, parágrafo 1º.

 Art 204 - O servidor que apresentar indícios de lesões orgânicas ou funcionais será submetido a inspeção médica.
                                               SEÇÃO V
                                   Da Licença à Gestante, à Adotante e   
                                               da Licença-Paternidade
 Art 205 - Será concedida licença à servidora gestante por 120 (cento e vinte) dias consecutivos, sem prejuízo da remuneração.
 Parágrafo 1º - A licença poderá ter início no primeiro dia do nono mês de gestação, salvo antecipação por prescrição médica.
 Parágrafo 2º - No caso de nascimento prematuro, a licença terá início a partir do parto.
 Parágrafo 3º - No caso de natimorto decorridos 30 (trinta) dias do evento, a servidora será submetida a exame médico, e se julgada apta, reassumirá o exercício.
 Parágrafo 4º - No caso de aborto atestado por médico oficial, a servidora terá direito a 30 (trinta) dias de repouso remunerado.

 Art 206 - Pelo nascimento ou adoção de filhos, o servidor terá direito à licença-paternidade de 5 (cinco) dias consecutivos.

 Art 207 - Para amamentar o próprio filho, até a idade de seis meses, a servidora lactante terá direito, durante a jornada de trabalho, a uma hora de descanso, que poderá ser parcelada em dois períodos de meia hora.

 Art 208 - A servidora que adotar ou obtiver guarda judicial de criança até 1 (um) ano de idade, serão concedidos 90 (noventa) dias de licença remunerada.
 Parágrafo único - No caso de adoção ou guarda judicial de criança com mais de 1 (um) ano de idade, o prazo de que trata este artigo será de 30 (trinta) dias.
                                               SEÇÃO VI
                                   Da Licença por Acidente em Serviço
 Art 209 - Será licenciado, com remuneração integral, o servidor acidentado em serviço.

 Art 210 - Configura acidente em serviço o dano físico ou mental sofrido pelo servidor, que se relacione, mediata ou imediatamente, com as atribuições do cargo exercido.
 Parágrafo único - Equipara-se ao acidente em serviço o dano:
 I - decorrente de agressão sofrida e não provocada pelo servidor no exercício do cargo;
 II - sofrido no percurso da residência para o trabalho e vice-versa.

 Art 211 - O servidor acidentado em serviço que necessita de tratamento especializado poderá ser tratado em instituição privada, à conta de recursos públicos.
 Parágrafo único - O tratamento recomendado por junta médica oficial constitui medida de excessão e somente será admissível quando inexistirem meios e recursos  ade quados em instituição pública.

 Art 212 - A prova do acidente será feita no prazo de 10 (dez) dias, prorrogável quando as circunstâncias o exigirem.
                                               SEÇÃO VII
                                           Da Pensão
 Art 213 - Por morte do servidor, os dependentes fazem jus a uma pensão de valor correspondente ao da respectiva remuneração ou provento, a partir da data do óbito, observado o limite estabelecido no art. 42.

 Art 214 - As pensões distinguem-se, quanto à natureza, em vitalícias e temporárias.
 Parágrafo 1º - A pensão vitalícia é composta de cota ou cotas permanentes, que somente se extinguem ou revertem com a morte de seus beneficiários.
 Parágrafo 2º - A pensão temporária é composta de cota ou cotas que podem se extinguir ou reverter por motivo de morte, cessação de invalidez ou maioridade do beneficiário.

 Art 215 - são beneficiários das pensões:
 I - vitalícia:
 a) o cônjuge;
 b) a pessoa desquitada, separada judicialmente ou divorciada, com percepção de pensão alimentícia;
 c) o companheiro ou companheira designado que comprove união estável como entidade familiar;
 d) a mãe e o pai que comprovem dependência econômica do servidor.
 II - temporária:
 a) os filhos, ou enteados, até 21 (vinte e um) anos de idade, ou, se inválidos, enquanto durar a invalidez;
 b) o menor sob guarda ou tutela até 21 (vinte e um) anos de idade;
 c) irmão órfão, até 21 (vinte e um) anos, e o inválido, enquanto durar a inválidez, que comprovem dependência econômica do servidor;
 d) a pessoa designada que viva na dependência econômica do servidor, até 21 (vinte e um) anos, ou se inválida, enquanto durar a invalidez.
 Parágrafo 1º - A concessão de pensão vitalícia aos beneficiários de que tratam as alíneas "a" e "c" do inciso I deste artigo exclui desse direito os demais beneficiários re feridos nas alíneas “d" e "e".
 Parágrafo 2º - A concessão da pensão temporária aos beneficiários de que tratam as alíneas “a" e "b” do inciso II deste artigo, exclui desse direito os demais beneficiários referidos nas alíneas "c" e "d".

 Art 216 - A pensão será concedida integralmente ao titular da pensão vitalícia, exceto se existirem beneficiários da pensão temporária.
 Parágrafo 1º - Ocorrendo habilitação de vários titulares à pensão vitalícia, o seu valor será distribuído em partes entre os beneficiários habilitados.
 Parágrafo 2º - Ocorrendo habilitação às pensões vitalícia e temporária, metade do valor caberá ao titular ou titulares da pensão vitalícia, sendo a outra metade rateada em partes iguais, entre os titulares de pensão temporária.
 Parágrafo 3º - Ocorrendo habilitação somente à pensão temporária, o valor integral da pensão será rateado, em partes iguais, entre os que se habilitarem.

 Art 217 - A pensão poderá ser requerida a qualquer tempo, prescrevendo-se tão somente as prestações exigíveis há mais de 5 (cinco) anos.
 Parágrafo único - Concedida a pensão, qualquer prova posterior ou habilitação tardia que implique exclusão de beneficiário ou redução de pensão só produzirá efeitos a partir da data em que for oferecida.

 Art 218 - Não faz jus à pensão o beneficiário condenado pela prática de crime doloso de que tenha resultado a morte do servidor.

 Art 219 - Será concedida pensão provisória por morte presumida do servidor, nos seguintes casos:
 I - declaração de ausência, pela autoridade judiciária competente;
 II - desaparecimento em desabamento, inundação, incêndio ou acidente não caracterizado como em serviço;
 III - desaparecimento no desempenho das atribuições do cargo ou missão de segurança.
 Parágrafo único - A pensão provisória será transformada em vitalícia ou temporária, conforme o caso, decorridos 5 (cinco) anos de sua vigência, ressalvado o eventual reaparecimento do servidor, hipótese em que o benefício será automaticamente cancelado.

 Art 220 - Acarreta perda da qualidade de beneficiário:
 I - o seu falecimento;
 II - a anulação do casamento, quando a decisão ocorrer após a concessão da pensão ao cônjuge;
 III - a cessação de invalidez, em se tratando de beneficiário inválido;
 IV - a maioridade de filho, irmão órfão ou pessoa designada, aos 21 (vinte e um) anos de idade;
 V - a acumulação de pensão na forma do art. 221;

 Art 221 - Por morte ou perda da qualidade de beneficiário, a respectiva cota reverterá:
 I - da pensão vitalícia para os remanescentes desta pensão ou para os titulares da pensão temporária, se não houver pensionista remanescente da pensão vitalícia;
 II - da pensão temporária para os co-beneficiários ou, na falta destes, para o beneficiário da pensão vitalícia.
 
Art 222 - As pensões serão automaticamente atualizadas na mesma data e na mesma proporção dos reajustes dos vencimentos dos servidores, aplicando-se o disposto no parágrafo único do art. 187.
                                               SEÇÃO VIII
                                   Do Auxílio-Funeral
 Art 223 - O auxílio-funeral é devido à família do servidor falecido na atividade ou aposentado, em valor equivalente a um mês da remuneração ou provento.
 Parágrafo 1º - No caso de acumulação legal de cargos, o auxílio será pago somente em razão do cargo de maior remuneração.
 Parágrafo 2º - O auxílio será devido também ao servidor por morte do cônjuge, companheiro ou dependente econômico.
 Parágrafo 3º - O auxílio será pago no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, por meio de procedimento sumaríssimo, à pessoa da família que houver custeado o funeral.

 Art 224 - Se o funeral for custeado por terceiros, este será indenizado , observado o disposto no artigo anterior.

 Art 225 - Em caso de falecimento de servidor em serviço fora do local de trabalho, inclusive no exterior, as despesas de transporte do cargo correrão à conta de recursos do Município, autarquia ou fundação pública.
                                               SEÇÃO IX
                                   Do Auxílio-Reclusão
 Art 226 - A família do servidor ativo é devido o auxílio-reclusão, nos seguintes valores:
 I - dois terços da remuneração, quando afastado por motivo de prisão, em flagrante ou preventiva, determinada pela autoridade competente, enquanto perdurar a prisão;
 II - metade da remuneração, durante o afastamento, em virtude de condenação , por sentença definitiva, a pena que não determine a perda de cargo.
 Parágrafo 1º - Nos casos previstos no inciso I deste artigo, o servidor terá direito á integralização da remuneração desde que absolvido.
 Parágrafo 2º - O pagamento do auxílio-reclusão cessará a partir do dia imediato àquele em que o servidor for posto em liberdade, ainda que condicional.
                                               CAPÍTULO III
                                   Da Assistência à Saúde
 Art 227 - A assistência à saúde do servidor, ativo ou inativo, e de sua família, compreende assistência médica, hospitalar, odontológica, psicológica e farmacêutica, prestada pelo Sistema Único de Saúde ou diretamente pelo órgão ou entidade ao qual estiver vinculado o servidor, ou ainda mediante convênio, na forma estabelecida em regulamento.
                                               CAPÍTULO IV
                                            Do Custeio
 Art 228 - O Plano de Seguridade Social do servidor será custeado com o produto de arrecadação de contribuições sociais obrigatórias dos servidores dos dois Poderes do Município, das Autarquias e das Fundações Públicas.
 Parágrafo 1º - A contribuição do servidor, diferenciada em função da remuneração mensal, bem como dos órgãos e entidades, será fixada em lei.
 Parágrafo 2º - o custeio da aposentadoria é de responsabilidade integral do erário público municipal.
                                               TÍTULO VII
                                   CAPÍTULO ÚNICO
                        Da Contratação Temporária de Excepcional
                                               Interesse Público
 Art 229 - Para atender a necessidades temporárias de excepcional interesse público, poderão ser efetuadas contratações de pessoal por tempo determinado, mediante contrato de locação de serviços.

 Art 230 - Considera-se como de necessidade temporária de excepcional interesse público as contratações que visem a:
 I - combater surtos epidêmicos;
 II - fazer recenseamento;
 III - atender a situação de calamidade pública;
 IV - substituir professor ou admitir professor visitante e cantineiras rurais;
 V - permitir a execução de serviço por profissional de notória especialização, nas áreas de pesquisas científica, tecnologia e de administração pública;
 VI - atender a outras situações de urgência, estando em tramitação concurso público ou havendo obstáculo judicial à sua realização, e outras hipóteses a serem definidas em lei;
 Parágrafo 1º - As contratações de que trata este artigo terão dotação específica e obedecerão aos seguintes prazos:
 I - nas hipóteses dos incisos I, III e VI, seis meses;
 II - na hipótese do inciso II, doze meses;
 III - na hipótese dos incisos IV e V, de 07 a 365 dias.
 Parágrafo 2º - o recrutamento feito mediante processo seletivo simplificado, sujeito a divulgação em jornal de grande circulação, exceto nas hipóteses dos incisos III, V e VI.
 Parágrafo 3º - Constarão obrigatoriamente das propostas de contratação:
 I - Justificativa;
 II - prazo;
 III - trabalho ou função a ser desempenha;
 IV - dotação orçamentária;
 V - demonstração da existência de recursos;
 VI - habilidade para o trabalho ou função.

 Art 231 - é vedado o desvio de função de pessoa contratada na forma deste título, bem como sua recontratação , sob pena de nulidade do contrato e responsabilidade administrativa e civil da autoridade contratante.

 Art 232 - Nas contratações por tempo determinado, serão observados os padrões de vencimentos dos planos de carreira do órgão ou entidade contratante, exceto na hipótese do inciso V do art. 230, quando serão observados os valores do mercado de trabalho.
                                               TÍTULO VIII
                                   CAPÍTULO ÚNICO
                        Das Disposições Gerais
 Art 233 - O Dia do Servidor Público será comemorado a vinte e oito de outubro.

 Art 234 - Poderão ser instituídos, no âmbito dos Poderes Executivo e Legislativo, os seguintes incentivos funcionais, além daqueles já previstos nos respectivos planos de carreira:
 I - prêmios pela apresentação de idéias, inventos ou trabalhos, que favoreçam o aumento de produtividade e a redução dos custos operacionais:
 II - concessão de medalhas, diploma de honra ao mérito, condecoração e elogio.

 Art 235 - Os prazos previstos nesta Lei serão contados em dias corridos, excluindo-se o dia do começo e incluindo-se o do vencimento, ficando prorrogado, para o primeiro dia útil seguinte, o prazo vencido em dia em que não haja expediente.

 Art 236 - Por motivo de crença religiosa ou de convicção fisiológica ou política, o servidor não poderá ser privado de quaisquer dos seus direitos, sofrer discriminação em sua vida funcional, nem eximir-se do cumprimento de seus deveres.

 Art 237 - Ao servidor público civil é assegurado nos termos da Constituição Federal, o direito à livre associação sindical e os seguintes direitos, entre outros, dela decorrentes:
 a) de ser representado pelo sindicato, inclusive como substituto processual;
 b) de inamovibilidade do dirigente sindical, até um ano após o final do mandato, exceto se a pedido;
 c) de descontar em folha, sem ônus para a entidade sindical a que for filiado, o valor das mensalidades e contribuições definidas em assembleia geral da categoria;
 d) de negociação coletiva;
 e) de ajuizamento, individual e coletivamente, frente à Justiça, nos termos da Constituição Federal.

 Art 238 - Consideram-se da família do servidor além do cônjuge e filhos, quaisquer pessoas que vivam à sua expensas e constem do seu assentamento individual.
 Parágrafo único - Equipara-se ao cônjuge a companheira ou companheiro, que comprove união estável como entidade familiar.
                                               TÍTULO IX
                                   CAPÍTULO ÚNICO
                        Das Disposições Transitórias e Finais

 
 Art 239 - Ficam submetidas ao regime jurídico instituído por esta Lei, na qualidade de servidores públicos, os servidores dos Poderes Legislativo, Executivo, das suas Autarquias, e das Fundações Públicas, regidos pelo Estatuto dos Servidores Públicos ou pela Consolidação das Leis do Trabalho, exceto os contratados por prazo determinado, na forma da Lei de Regime Jurídico Único nº 653 de 05 de Junho de 1990.

 Art 240 - Os saldos das contas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço - FGTS, dos servidores que passaram ao regime estatutário, serão transferidos para conta de poupança aberta em nome do servidor na Caixa Econômica Federal, na forma da lei federal.

 Art 241 - Para efeito do disposto no parágrafo 2º do art. 229, haverá ajuste de contas com a Previdência Social, correspondente ao período de contribuição por parte dos servidores celetistas abrangidos pelo art. 239, na forma da Lei Federal.

 Art 242 - Até a edição da lei prevista no parágrafo 1º do art. 229, os servidores abrangidos por esta Lei contribuirão na forma e nos percentuais atualmente estabelecidos para o servidor do Município, conforme regulamento próprio.

 Art 243 - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

 Art 244 - Ficam revogadas a Lei nº 534 de 30 de Abril de 1984, e respectiva legislação complementar, bem como as demais disposições em contrário.

 Prefeitura Municipal de Candeias, em 12 de Novembro de 1991.
 
 
RAYMUNDO BENARDINO FILHO        
Prefeito Municipal        
Candeias-MG.
Autor
Executivo
* Nota: O conteúdo disponibilizado é meramente informativo não substituindo o original publicado em Diário Oficial.
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LEI COMPLEMENTAR Nº 1, 12 DE NOVEMBRO DE 1991
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